quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sony confirma PSN BRASIL antes de Outubro!


Em uma apresentação nesta quarta-feira (15) em São Paulo, a Sony falou de música, cinema, Smurfs, telefones celulares e projeções de mercado em suas diversas divisões. Mas foi fora do palco principal que buscamos aquilo que interessava: Anderson Gracias falando sobre os games e a divisão PlayStation no Brasil.

O executivo confirmou informações divulgadas na semana passada, durante a E3, de que a versão nacional da PlayStation Network chegará oficialmente “antes do Dia das Crianças” – quando, segundo o próprio Anderson, “vamos todos nos surpreender”.

Serviços básicos, como lista de amigos e multiplayer online, já estarão disponíveis com servidores localizados no exterior. A PlayStation Store também. Mesmo na sua “Fase Um”, como definiu o gerente, ela terá uma seleção variada de games, desde os originais até a coleção Classics do PSone, sejam eles distribuídos pela própria Sony ou não. Ele explica que, assim como no caso da Live Arcade, todos os jogos precisam passar pela classificação etária do Ministério da Justiça – trabalho que deve ser feito por cada uma das empresas. Mas quando as produtoras encontram dificuldades, a Sony também dá uma ajuda – apesar de o órgão governamental estar ajudando bastante tanto na classificação dos títulos da PSN quanto dos lançamentos em disco.

“Bom, PSN Brasil vai sair, você quer estar dentro? A resposta [das publishers] é óbvia e unânime: sim”, contou Gracias, dizendo que a receptividade das empresas com o mercado brasileiro é excelente. “Se sair um título na PSN nos EUA, dá pra sair no mesmo dia na PSN Brasil? Dá, dá sim”. Talvez não na primeira fase do serviço, mas na segunda isso pode ser possível, segundo Gracias.

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E como comprar esses jogos? Com cartões de crédito emitidos por bancos nacionais, mas que possam ser usados internacionalmente. Além disso, em um momento próximo ao lançamento da PSN – mas não de imediato – também serão inclusos cartões pré-pagos de “dois ou três valores diferentes”. O preço dos jogos digitais no Brasil, por sinal, não serão conversões diretas do valor cobrado no exterior por causa dos imensamente populares impostos. Mas a “conversão” dos preços americanos pra os brasileiros será melhor para os games digitais do que para os comercializados em mídia física.

A presença do serviço PlayStation Plus em território nacional ainda não está confirmada, pelo menos na primeira fase do serviço. O sistema de vídeo on-demand Netflix chegará a toda a América Latina em breve e, assim como a PSN americana tem parcerias com ligas de esportes e canais de TV, por exemplo, “o céu é o limite” para a versão brasileira, diz Anderson.

A Sony também não fala em migração de contas. Se você tem um perfil da PSN norte-americana, japonesa, europeia ou de qualquer outro lugar do mundo, não poderá transferir seus dados – ID, valores da carteira, amigos, conteúdo comprado etc – para o serviço brasileiro. Isso, explica Gracias, é devido a uma questão puramente técnica. No mundo inteiro é assim, e no Brasil não será diferente.

“Nós estamos olhando para o lado positivo da situação”, disse. “Vamos criar essa comunidade do início. E eu não tenho dúvidas: vai ser uma das maiores comunidades do mundo, a PlayStation Network Brasil. Em muito pouco tempo o número de ‘PSN accounts’ brasileiros vai surpreender o mundo inteiro”.

Ainda assim, Gracias disse que não foram traçados objetivos ou metas sobre o número de usuários para o serviço.

Vita no Brasil?

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O ex-NGP será lançado, sim, no Brasil, confirmou Gracias – mas não ao mesmo tempo em que chegará aos Estados Unidos, como sugeriram comentários feitos por executivos da empresa durante a E3 2011.

Ainda não há uma previsão mais concreta de quando o portátil estará disponível nas lojas brasileiras, mas a estimativa do executivo é que, uma vez que o aparelho esteja disponível para o Natal nos EUA, ele deve estar aportando em terras nacionais no início de 2012. E antes que alguém pergunte: “é muito cedo para discutir preços”.

A ideia da Sony é trazer os dois modelos do portátil – o mais simples, só com Wi-Fi, e o completo, que também tem 3G -, e ela já está conversando com as operadoras de telefonia celular. A versão mais barata está garantida, mas o 3G depende dessas negociações – inclusive para permitir que o usuário escolha a sua própria operadora, repetindo o espírito dos celulares desbloqueados.

A montagem do Vita no Brasil também está fora de questão, pelo menos por enquanto, uma vez que esse processo acontece em apenas um lugar do mundo.
PlayStation mais barato?

“Sim. Nosso dia a dia é esse. Como nós estamos conduzindo essa convers agora? Junto ao governo”. Segundo Gracias, a grande “busca incansável” da Sony é pela redução na cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), para então poder baixar o preço tanto do PS3 quando do PSP, do PS2 e até ter um Vita mais em conta no mercado nacional. “Essa conversa é de extrema relevância não só para nós, mas para a Microsoft e a Nintendo também”.

A redução recente (e por tempo limitado) no valor do PlayStation 3 fez com que as vendas do console aumentassem em seis vezes, disse.

A possibilidade de desoneração de impostos para games também está na cabeça da empresa. “Toda notícia que tem saído tem tirado o nosso sono de uma maneira positiva. A gente fica sonhando com um imposto diferente ou um eventual não-imposto, o que a gente acha mais difícil ainda”, falou Anderson. A Sony está acompanhando essas conversas “muito de perto”, inclusive com o governo e com os ministérios “corretos” dando informações e subsídios para fazer a iniciativa avançar.

A Sony também trará ao Brasil (e a toda a América Latina) o monitor 3D mostrado pela empresa na sua conferência pré-E3 2011. Não há data ou preço divulgados, mas a ideia é trazer o “combo” (aparelho, jogo, óculos e cabo HDMI, com preço previsto de US$500) para o mercado nacional. Ele será importado, então o desafio é encontrar uma oferta boa para compensar o valor potencialmente alto. Outra possibilidade é tentar classificá-lo como monitor de PC, fazendo com que ele sofra menos a ação dos impostos.


Fonte: Kotaku


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